25/09/2012

Confusões

Olho para o céu,
vejo uma imensa escuridão.
O mesmo acontece
quando olho para meu coração.

Já não me escondo
em meu olhar tristonho.
Quando está tudo bem,
acordo de um sonho.

Dores vão e voltam,
assim como as lembranças.
Eu tento mudar,
mas não enxergam as mudanças.

Eu tento fazer
com que eu me sinta bem.
Mas não consigo me ver
em outro alguém.

Sou contraditório
como frio no verão.
Sou contraditório
como eu sem solidão.

Pensamentos que
me levam a ter a certeza,
de que sem você,
só me afundo em tristeza.

Os dias passam
e com ele se vão meus sorrisos.
Assim como um piso molhado
que esqueceram de por o aviso.

Pessoas escorregam e 
se machucam propositalmente.
Parece tudo um filme
sem um roteiro em mente.

A noite se vai,
clareia-se o dia, finalmente.
Aos poucos
surge o sol, lentamente.
Mesmo assim,
no escuro eu permaneço.
Sinto que cheguei ao fim
de mais um novo "recomeço".

E como falsas
juras de amor eterno,
O sol finalmente se põe,
e tudo volta a ser um inferno.

Já não mais vejo
a tal da esperança.
Outro dia mesmo,
sonhei que ainda era uma criança.

Sinto falta
dos tempos em que sorria.
Sorria sem motivo,
sorria porque queria.

Hoje, sem querer
me isolo em um universo,
em que tudo que eu faço
acontece exatamente o inverso.

Eu tento ser o melhor,
mas sempre acabo fracassando.
Não vejo motivos
pra continuar respirando.

Minha existência
é desnecessária e insignificante.
Como um mudo se declarando
para sua amada, em um alto-falante.

O que faz um homem
fugir da própria mente?
Acho que sei...
Medo, provavelmente.

Me sinto diferente
de todos os demais.
Mas não me sinto
melhor, não, jamais!

Não me sinto
bem, nem que eu tente.
Sinto apenas, que
dessa vez, vai ser diferente...

A tristeza que sinto
me faz parar e refletir:
Se não for feliz,
ainda assim irei sorrir?

Você estará lá,
quando eu fracassar?
Ou vai fugir
e esperar eu voltar?






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